Enfim, (futura) jornalista!

janeiro 30, 2009

“Nunca lhe dão um sonho sem dar-lhe também o poder de realizá-lo”

Richard Bach

Ontem, na universidade em que irei estudar, teve início a Semana do Calouro. Eu, como toda caloura empolgada (pleonasmo?), compareci. E devo dizer que minha empolgação cresceu ainda mais. A programação foi montada para que nos sentíssemos acolhidos e bem recebidos no novo local.

Durante a palestra da coordenadora pedagógica, várias coisas passaram pela minha cabeça. E era exatamente isso que ela queria: que pensássemos. Ela falou de símbolos, heróis, esperança… E falou muito em sonhos.

Passado algum tempo, já na volta para casa, desci do ônibus e, enquanto caminhava, comecei a lembrar de há quanto tempo eu espero ansiosa pelo início da Universidade. Na verdade, eu sempre quis ser jornalista. Só que quando eu era criança, não sabia o nome que tal profissão tinha.  Mas desde a oitava série, quando minha professora de Redação me disse que eu deveria me informar sobre a profissão, minha decisão foi tomada de vez.

Então, a minha paixão agora tinha um nome: jornalismo. Muitos estranhavam ver em uma garota tão nova uma certeza como a que eu tinha. Afinal de contas, não é todo mundo que aos 14 anos já escolheu o que quer para o seu futuro profissional. O tempo passou, o gosto pela leitura aumentou e a minha escrita foi tomando forma. Quando chegou a época do vestibular, minhas amigas invejavam a certeza que eu tinha.

Mas as dúvidas, é claro, também existiam. Eram várias,  e entre elas  estavam as mais comuns aos vestibulandos, como por exemplo: “Será que eu vou conseguir emprego? Será que vão me pagar bem? E será que eu vou gostar mesmo do curso?”. Pesquisei, li e fui atrás de me informar. O que eu não queria era passar no vestibular e sentir que aquilo não era a realização do meu sonho.

No dia da prova, fiz de tudo para me manter calma. A minha maior preocupação, como sempre, era com a redação. Minha mania de perfeição acabou me atrapalhando e eu fiz uns rabiscos a mais. Mas nada comprometedor, creio eu.

Agora, era esperar pelo resultado. Nunca me preocupei em relação a qual colocação eu ficaria; depois do primeiro e antes do último estava ótimo para mim. E então, num dia quente de novembro, foi divulgado o listão. Aqui no Pará existe todo um circo armado em volta do resultado. Várias rádios divulgam e as pessoas saem se sujando pelas ruas.

Eu acordei bem cedo e fui para o colégio. Toda vez que cantavam a música “Alô, alô, papai! Alô, mamãe!” meus olhos enchiam de lágrimas. Eu tinha medo de ter que adiar meu sonho. Mas agora só me restava esperar. E esperei. Quando o rádio começou a gritar os primeiros nomes, já fiquei nervosa. E nada se compara ao arrepio que senti crescer pela minha espinha quando escutei o locutor anunciar: “E agora, os nossos futuros colegas de profissão! Jornalismo matutino!”. Fechei meus olhos e pedi para Deus que eu passase.

E eu passei. E como eu chorei! Não acreditei que finalmente meu sonho tinha se realizado. Nesse dia, comemorei junto com muitas amigas  e amigos queridos que também tinham alcançado seu objetivo. Vim pelas ruas completamente suja e descabelada rumo à minha casa, mas eu estava feliz. Todos me olhavam com um sorriso no rosto! Eu tinha, finalmente, realizado meu sonho.

O que eu só vim me dar conta no dia da palestra da Semana da Calouro é que meu sonho apenas começou. Agora, eu preciso trabalhar e estudar bastante para chegar à real concretização. E se me perguntassem, hoje, porque escolhi fazer jornalismo, eu responderia: porque o meu sonho é mudar o mundo!


Escritos antigos (Parte 1)

outubro 9, 2008

Viver sem você

Do sorriso veio a infelicidade
E a minha vida fez-se só saudade
Lembrar daquele sonho que vivi
Chorar porque não tenho mais a ti

Minha vida é só complicação
E tudo fica assim, sem explicação
O tempo que não volta mais
Vontade de voltar atrás

Por que tudo teve que acabar?
Por que a mim você teve de deixar?
Será assim tão impossível de explicar?

Infelizmente, tenho de continuar a viver
E dolorosamente tentar te esquecer
Suprir a ausência que me faz você.

(Primeiro soneto que eu escrevi. E foi durante uma aula de redação, no ano de 2005)


Carta à Senhora de Nazaré

setembro 16, 2008

Minha Nazaré Rainha,

Se eu soubesse como compor, eu escreveria uma bela canção que exaltasse todas as suas qualidades. Mas qualquer melodia se torna acanhada perto do canto e da voz de seus fiéis. Essa voz que traduz e exalta seus atributos melhor do que qualquer canção já escrita e eu não desejaria ser redundante.

Caso eu fosse uma pintora, eu faria uma enorme obra de arte, que seria exposta num local onde todos pudessem ver. Mas seria impossível reproduzir Sua perfeição com as cores inventadas pelo homem e infelizmente, as cores da minha admiração não podem ser passadas para o papel. Uma pintura sobre o Círio, Sua festa, sempre é imperfeita, porque lhe falta o brilho que só é visto durante a procissão.

Ah, minha Rainha… Como traduzir, então, meu sentimento? Minha vontade era ter eternamente a inocência de uma criança, que não sabe seu futuro e mesmo assim é feliz. Mas cresci e agora sou pecadora. O que me conforta é saber que, como Mãe, Minha Senhora faz como qualquer outra e perdoa meus erros. Não só perdoa como me guia pelos caminhos mais certos e mais puros. Essa proteção me conforta e me dá forças para seguir.

Eu procuro por uma maneira de demonstrar o que há dentro de mim. E temo falecer sem nunca ter sido capaz de dizer como só me sinto plenamente feliz quando avisto, mesmo de longe, a berlinda tão bela e de um dourado incrível. As flores que a decoram parecem uma cascata, e as cores inundam meus olhos e alegram meu coração.

Mãezinha, como eu não sei fazer nada grandioso, o que me resta é rezar. E rezo todas as noites antes de dormir, pedindo que seu imenso amor se espalhe pelos corações necessitados de carinho.

Ouça minha prece e eu não lhe peço mais nada. Sua proteção já me é o bastante e sei também que tantos pedidos lhe deixam desnorteada. Tento amenizar isso agradecendo pelo dom da vida que foi dado a mim. Abençoa-me, Senhora, e então seguirei feliz.

De quem muito lhe admira,

Sua filha e eterna fiel.

(A fonte de inspiração foi a música “Naza”, cantada por Lucinha Bastos e Nilson Chaves)


Solidão, e por que não?

março 9, 2008

 

 

Falar de solidão é complicado porque ser sozinho é complicado. Certa vez um amigo, durante um desabafo que eu fazia, me disse a seguinte frase: “Grandes mentes carregam o fardo da solidão”. Nenhum dos dois sabia ao certo o autor, mas concordavam que sim, aquilo era uma verdade.

Saber ser sozinho num mundo onde a correria é constante pode ser considerado um dom. Ser um grande mente hoje em dia significa ser prático e saber solucionar tudo que possa vir a acontecer sem qualquer ajuda. A independência está em alta como nunca e pensamentos/ações dependem cada vez menos do outro.

Ser sozinho não é ser triste. Ser sozinho é se conhecer bem demais pra saber que caminho seguir. Ser sozinho é saber que sim, a pior solidão é aquela que você acha que tem companhia, mas descobre que não tem na hora mais difícil. * E não se pode fazer nada contra isso. No início e no final de tudo é sozinho que nos encontramos e bobagem nossa pensar que nossa existência e ações estão ligadas a alguém todo o tempo. Pais, irmãos, amores… não nos deixam de dar suporte inicialmente, mas as decisões são sempre tomadas com mais clareza quando se encosta a cabeça no travesseiro de noite.

Sozinhos. Eternamente e simplesmente.

 

* Frase que não é de minha autoria. Foi dita pelo amigo citado no texto, sabiamente e num momento perfeito para ser falada.

 

P.s.: Foto de minha autoria!  


Começando do começo. (ou Hello, strangers!)

outubro 2, 2007

Começar explicando como, quem, onde e porque seria uma boa não é?

Como?

Este é um blog cuja razão de existir é partilhar um pouco das coisas que eu acho interessante de se falar e muitas vezes não tenho com quem. A idéia surgiu após ler muitos blogs interessantes que se tem por aí e ficar morrendo de vontade de ter um igualzinho! :)

Não pretendo transformá-lo em um diário, mas sim em um local onde eu possa escrever o que eu quiser a hora que eu quiser. E não necessariamente só para ser lida, na realidade. Mas isso seria um diário? Não sei. Ainda vou me decidir.

Quem e Onde?

Eu sou uma nordestina de corpo e alma, ainda meio perdida nas terras do Pará, mesmo depois de três anos e meio morando para essas bandas. Moro na capital, Belém, e sou completamente apaixonada por todas as facetas que ela é capaz de apresentar durante o passar dos meses do ano. Sou também uma poetisa e escritora frustrada, e que odeia que leiam suas criações sem permissão. Apaixonada por livros, consigo ler mais de um facilmente em um dia.

E por que Pseudônimo?

Passei semanas tentando encontrar um nome que falasse tudo e que fosse curto. Pensei em vários títulos de canções que tenho ouvido ultimamente, mas nenhum deles me agradou por completo. O jeito foi lembrar dos filmes e um dos primeiros que me veio à cabeça foi “Closer”. Eu gostei tanto de Closer que ainda hoje lembro-me exatamente do dia que o assisti pela primeira vez. Como esquecer Alice Ayres (ou, melhor dizendo, Jane Jones)? Uma personagem que ousou utilizar de um pseudônimo, no caso um nome que não era propriamente o seu, para sentir-se mais livre. Quando assistimos ao final do filme parece que toda a história dela com o Dan faz sentido. E fica parecendo até mesmo que ela já previa o final que teve. Para quem nunca assistiu esse filme, fica aí a dica. Mas voltando ao nome do blog e o porquê de eu o ter escolhido, é que assim como Alice Ayres (ou Jane Jones? Hehehe) eu também prefiro ficar no “anonimato”. Não completo, visto que várias pessoas me conhecem e me chamam por esse meu “pseudônimo”, que já está quase para virar nome.

É isso. Para um primeiro post até que está bom!

(Perdoem-me. Eu nunca fui boa em conclusões.)

(Dá trabalho isso né? Nunca pensei que um blog desse trabalho…)


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.